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quinta-feira, maio 07, 2015
Crime ambiental nas Berlengas!
O rato-preto da Berlenga está a ser vitima de uma acção de exterminação que alguns ignorantes querem levar a cabo! Aquela que é uma das espécies emblemáticas da Ilha, população relíquia cuja importância conservacionista foi referenciada desde sempre por investigadores de renome, nacionais e internacionais, parece que "estorva" os turistas com que se quer encher a Berlenga. E para isso inventaram-lhe o estatuto de "espécie exótica", "predadora de topo" e "introduzida pelo homem". Um projecto "Life" concedeu uma fortuna colossal (1,4 milhões de euros) a uns quantos aprendizes de feiticeiro que estão a brincar aos biólogos sem terem qualquer fundamentação científica! A espécie está protegida pelo estatuto da Reserva, mas o ICNF olha para o lado e a estupidez está a levar a melhor. Até quando, vamos ver!
quinta-feira, agosto 12, 2010
Ainda os ratos da Berlenga
Não me conformo, como cidadão e como Biólogo, com o crime ambiental que a Câmara Municipal de Peniche está a levar a cabo nas Berlengas! A denúncia da situação tem que ser veemente e é o que tenciono fazer, quer junto das autoridades nacionais (coniventes, seguramente) quer junto das instâncias comunitárias, já que como Reserva Biogenética do Conselho da Europa, somos responsáveis perante mais de 200 milhões de pessoas pela salvaguarda da biodiversidade daquele santuário da Natureza.
E para que todos fiquem informados, saibam que o tóxico que está a ser utilizado (Bromadiolona) é proibido, a nível europeu, pela sua toxicidade, inespecificidade e capacidade de contaminação ambiental.
A utilização deste veneno viola claramente a Directiva 92/43/CEE do Conselho da Europa (Jornal Oficial nº L206 de 21 de Maio de 1992, págs 0007-0050) sobre a preservação da vida selvagem.
A vitamina K, antagonista com a bromadiolona e que é, pomposamente, referida como antídoto, tem a sua venda proibida nas farmácias portuguesas! Só nas farmácias hospitalares e em situações especiais se consegue arranjar, apesar de ser totalmente inócua para a saúde humana. As razões desta proibição são curiosas, mas não cabem aqui. O que interessa é que se alguém ingerir bromadiolona, só no hospital se poderá tratar! Nem os veterinários a podem adquirir!
Estamos pois, perante um CRIME ambiental, que urge denunciar, pois a Câmara Municipal de Peniche está deliberadamente a matar uma população relíquia de uma espécie com características únicas e que pela legislação da própria Reserva está totalmente protegida, para além das disposições internacionais sobre biodiversidade que o estado português assinou.
E para que todos fiquem informados, saibam que o tóxico que está a ser utilizado (Bromadiolona) é proibido, a nível europeu, pela sua toxicidade, inespecificidade e capacidade de contaminação ambiental.
A utilização deste veneno viola claramente a Directiva 92/43/CEE do Conselho da Europa (Jornal Oficial nº L206 de 21 de Maio de 1992, págs 0007-0050) sobre a preservação da vida selvagem.
A vitamina K, antagonista com a bromadiolona e que é, pomposamente, referida como antídoto, tem a sua venda proibida nas farmácias portuguesas! Só nas farmácias hospitalares e em situações especiais se consegue arranjar, apesar de ser totalmente inócua para a saúde humana. As razões desta proibição são curiosas, mas não cabem aqui. O que interessa é que se alguém ingerir bromadiolona, só no hospital se poderá tratar! Nem os veterinários a podem adquirir!
Estamos pois, perante um CRIME ambiental, que urge denunciar, pois a Câmara Municipal de Peniche está deliberadamente a matar uma população relíquia de uma espécie com características únicas e que pela legislação da própria Reserva está totalmente protegida, para além das disposições internacionais sobre biodiversidade que o estado português assinou.
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