rindo-lhe
uma importância real e executando uma política concreta de protecção do
Património Natural e da Biodiversidade, esteja, desde há uns anos, de
mãos dadas com outros na destruição daquilo de que dependemos para viver
com qualidade. A partir de Janeiro, uma das maiores conquistas na
defesa do Património Natural, a REN, vai desaparecer, numa afronta aos
cidadãos e ao país que, demasiado ocupados com a economia para pensar
noutras coisas, deixam hipoptecar o futuro dos seus filhos e netos.
Antes foram os PIN, agora o fim da REN e a aprovação de coisas como esta. Irra, que é demais.
quinta-feira, dezembro 13, 2012
Irra, que é demais!
Estou a ver se me lembro de mais "nomes" para
chamar aos que estão a dar cabo do meu país. É incrível que o partido
que em 1990, pela mão de Cavaco Silva, deu o estatuto de Ministério (do
Ambiente e dos Recursos Naturais) ao Ambiente, confe
domingo, agosto 26, 2012
Caça submarina na Arrábida??
No PrtSc que aqui vos deixo, de uma página do site http://portugaldreamcoast.com/pt/2012/08/coelhos-beach-arrabida-setubal/, pode ler-se que a caça submarina faz parte da oferta desta magnífica praia! Distracção ou nem por isso?
quarta-feira, janeiro 18, 2012
quinta-feira, janeiro 05, 2012
Biodiversidade e coiso e tal...
Vão ver aqui os resultados, até ao momento, de um inquérito online que a AVAAZ (que se autodefine como "Avaaz is a global web movement to bring people-powered politics to decision-making everywhere") está a realizar junto dos seus apoiantes.
Terão reparado que a campanha global de desinformação sobre o estado dos serviços dos nossos ecossistemas está a resultar, ou a temática da biodiversidade não apareceria em último(!) lugar.
Estaremos mesmo condenados pela estupidez humana?
Terão reparado que a campanha global de desinformação sobre o estado dos serviços dos nossos ecossistemas está a resultar, ou a temática da biodiversidade não apareceria em último(!) lugar.
Estaremos mesmo condenados pela estupidez humana?
terça-feira, outubro 04, 2011
Que raio de educação a nossa!
Um dia, alguém ao meu lado perguntou a uma senhora que dirigia (dirige?) a LDA, porque não se incomodava com o modo como era realizado o controlo de ratos na cidade de Lisboa. A resposta foi algo titubeante, alegando a saúde pública.
E isto porque a tal senhora se insurgia com o controlo de adultos nidificantes de Gaivotas na Berlenga.
Este episódio diz-nos bem da estreiteza de visão de que a maioria padece, motivada por uma educação egocêntrica e pouco esclarecida. Quando peço aos meus alunos para me enunciarem rapidamente o nome de um ser vivo, invariavelmente surgem nomes de mamíferos, algumas aves e, se aparecerem flores ou plantas, são ditos por raparigas. Répteis, se falados, são-no com uma careta de repugnância...
Digo isto porque parece serem moda os movimentos de defesa dos animais domésticos (cães e gatos, leia-se), mas nada ou quase nada, vejo em defesa dos animais silvestres, essenciais para o equilíbrio dos serviços de ecossistemas, de que dependemos para continuar a existir com saúde e bem-estar!
Não estou a condenar esses movimentos, mas começo a pensar porque será que as mesmas pessoas que se mobilizam para ajudar os gatinhos abandonados, não o fazem pelos habitats ameaçados que, a serem destruídos, vão levar à morte de milhares de formas de vida, algumas tão "babyfaces" como os mamíferos que fazem as delícias do nosso imaginário afectivo.
Ou porque não fazem acções de educação das centenas de pessoas que literalmente deitam toneladas de pão para dentro dos lagos, com a "boa" intenção de "alimentar" os anatídeos e quejandos... É que os patos não vão à padaria, e dar-lhes pão só apressa as suas maleitas, pormenor de somenos importância desde que as crianças pareçam felizes.
E o pior é que sei a resposta: passa pela nossa escola, passa pela educação para a cidadania que não recebemos. Nas cidades actuais, ser cidadão, só nos deveres, porque não interessa muito que um dia acordemos da letargia em que vivemos e nos lembremos de exigir que a Mata dos Medos continue intacta, e com ela os seus coelhos, melros, plantas raras e Ouriços-cacheiros, ou que se dê cumprimento integral aos compromissos assumidos com a UE no que respeita a salvaguarda da Rede Natura, por exemplo.
Se um dia, só por um dia, todos pugnássemos pela conservação da Biodiversidade, bem mais ameaçada que os gatos (tenho 6) e os cães abandonados (tenho 2), talvez o futuro sorrisse para os nossos filhos. Mas estamos condicionados, e sempre é mais cómodo fazer uma quermesse a favor dos animais de rua, que a nossa consciência fica apaziguada por mais uns dias.
Que raio de educação a nossa!
E isto porque a tal senhora se insurgia com o controlo de adultos nidificantes de Gaivotas na Berlenga.
Este episódio diz-nos bem da estreiteza de visão de que a maioria padece, motivada por uma educação egocêntrica e pouco esclarecida. Quando peço aos meus alunos para me enunciarem rapidamente o nome de um ser vivo, invariavelmente surgem nomes de mamíferos, algumas aves e, se aparecerem flores ou plantas, são ditos por raparigas. Répteis, se falados, são-no com uma careta de repugnância...
Digo isto porque parece serem moda os movimentos de defesa dos animais domésticos (cães e gatos, leia-se), mas nada ou quase nada, vejo em defesa dos animais silvestres, essenciais para o equilíbrio dos serviços de ecossistemas, de que dependemos para continuar a existir com saúde e bem-estar!
Não estou a condenar esses movimentos, mas começo a pensar porque será que as mesmas pessoas que se mobilizam para ajudar os gatinhos abandonados, não o fazem pelos habitats ameaçados que, a serem destruídos, vão levar à morte de milhares de formas de vida, algumas tão "babyfaces" como os mamíferos que fazem as delícias do nosso imaginário afectivo.
Ou porque não fazem acções de educação das centenas de pessoas que literalmente deitam toneladas de pão para dentro dos lagos, com a "boa" intenção de "alimentar" os anatídeos e quejandos... É que os patos não vão à padaria, e dar-lhes pão só apressa as suas maleitas, pormenor de somenos importância desde que as crianças pareçam felizes.
E o pior é que sei a resposta: passa pela nossa escola, passa pela educação para a cidadania que não recebemos. Nas cidades actuais, ser cidadão, só nos deveres, porque não interessa muito que um dia acordemos da letargia em que vivemos e nos lembremos de exigir que a Mata dos Medos continue intacta, e com ela os seus coelhos, melros, plantas raras e Ouriços-cacheiros, ou que se dê cumprimento integral aos compromissos assumidos com a UE no que respeita a salvaguarda da Rede Natura, por exemplo.
Se um dia, só por um dia, todos pugnássemos pela conservação da Biodiversidade, bem mais ameaçada que os gatos (tenho 6) e os cães abandonados (tenho 2), talvez o futuro sorrisse para os nossos filhos. Mas estamos condicionados, e sempre é mais cómodo fazer uma quermesse a favor dos animais de rua, que a nossa consciência fica apaziguada por mais uns dias.
Que raio de educação a nossa!
segunda-feira, outubro 03, 2011
A crise, as árvores e a Fernão...
Tal como em todas as escolas onde estavam projectadas obras de revitalização, também as da Fernão foram suspensas.
Neste caso, estávamos a falar de uma escola praticamente nova, com a destruição dos espaços envolventes, cuja vegetação levou a que este cidadão recorresse à mais velha arma da democracia (a petição), com a esperança de fazer as ondas suficientes para que alguém olhasse para o enorme disparate que era destruírem tão belo património.
Afinal, nem foi necessário entregar a tal petição, adiada desde a queda do anterior governo, pois a crise encarregou-se de escrever direito por linhas tortas, ao suspender as obras para contenção de custos.
Aliás, ao que julgo saber, mesmo antes da suspensão total, já houvera um corte substancial nos montante envolvidos que, só por si, deveriam bastar para salvar a maior parte do património que pretendi defender.
Temos, pois, mais uns anos para respirar.
E já agora aproveito para agradecer a todos os que assinaram a petição, na sua esmagadora maioria ex-alunos, pais e alunos, já que os professores, apesar de, nos corredores, se manifestarem contra, "esqueceram-se" de validar a sua assinatura, condição obrigatória para que as petições possam contar com o seu suporte.
Afinal, a crise também tem destas coisas boas.
Neste caso, estávamos a falar de uma escola praticamente nova, com a destruição dos espaços envolventes, cuja vegetação levou a que este cidadão recorresse à mais velha arma da democracia (a petição), com a esperança de fazer as ondas suficientes para que alguém olhasse para o enorme disparate que era destruírem tão belo património.
Afinal, nem foi necessário entregar a tal petição, adiada desde a queda do anterior governo, pois a crise encarregou-se de escrever direito por linhas tortas, ao suspender as obras para contenção de custos.
Aliás, ao que julgo saber, mesmo antes da suspensão total, já houvera um corte substancial nos montante envolvidos que, só por si, deveriam bastar para salvar a maior parte do património que pretendi defender.
Temos, pois, mais uns anos para respirar.
E já agora aproveito para agradecer a todos os que assinaram a petição, na sua esmagadora maioria ex-alunos, pais e alunos, já que os professores, apesar de, nos corredores, se manifestarem contra, "esqueceram-se" de validar a sua assinatura, condição obrigatória para que as petições possam contar com o seu suporte.
Afinal, a crise também tem destas coisas boas.
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