Na sequência do projecto de renovação do parque escolar, prevê-se que muito em breve a Escola Secundária Fernão Mendes Pinto, em Almada, inicie obras que vão mudar radicalmente a sua face!
De tal forma, que o projecto prevê o abate de TODAS as árvores da escola, num verdadeiro atentado à sua cultura institucional, sem que alguém vislumbre a utilidade de tal aberração!
Juntos, podemos tentar evitar este crime. Assine a petição online!
quinta-feira, dezembro 30, 2010
domingo, setembro 12, 2010
As Maravilhas de Portugal...
Foram eleitas as 7 maravilhas de Portugal. Os cidadãos votaram, os cidadãos é que sabem. Mas que nas escolhas há muito de marketing, lá isso há!! Dou apenas como exemplo as grutas de Mira d'Aire, artificializadas para turista ver até dizer chega!
Uma nota para as Berlengas, que depois de verem recusada pela UNESCO (MAB) a sua pretensão a Reserva da Biosfera, falham mais esta tentativa de se colocarem nas rotas do turismo de massas! Haja Deus!!
Um destes dias parece que também se procedeu à eleição das ex-maravilhas, tendo ganho a compita o Rio Sabor, onde o Governo deste país leva a cabo mais um atentado à Biodiversidade e à inteligẽncia dos portugueses!! Porque terá sido?
Uma nota para as Berlengas, que depois de verem recusada pela UNESCO (MAB) a sua pretensão a Reserva da Biosfera, falham mais esta tentativa de se colocarem nas rotas do turismo de massas! Haja Deus!!
Um destes dias parece que também se procedeu à eleição das ex-maravilhas, tendo ganho a compita o Rio Sabor, onde o Governo deste país leva a cabo mais um atentado à Biodiversidade e à inteligẽncia dos portugueses!! Porque terá sido?
sábado, agosto 21, 2010
Os ratos da Berlenga -
Respondendo a José Reis...
Caro José Reis,
O problema não são os ratos, mas as pessoas que não deviam ocupar em excesso (supostamente apenas 23 tendas ali deveriam estar) um espaço cujas limitações são óbvias. Os ratos apenas vão ao cheiro da comida e não são cumpridas regras elementares a ter quando se ocupa um lugar natural. Se formos acampar em África, na Savana, não matamos primeiro os leões...
Já agora, uma população natural só é uma praga quando o seu crescimento populacional é superior ao naturalmente esperado, de forma a colocar em causa as outras populações naturais. Normalmente, a origem de uma praga é antrópica, como por exemplo as gaivotas. Não é o caso dos ratos da Berlenga.
Mas SE FOSSE, teria que ser controlada, não por "chatear" os humanos, mas por colocar em perigo a biodiversidade de uma Reserva Biogenética do Conselho da Europa.
Não nos podemos esquecer que estamos numa Reserva Natural, que a própria Câmara considera tão importante que a candidatou, embora sem sucesso, a Reserva da Biosfera. Conforme dizia, teria que ser controlada, mas por métodos cientificamente adequados, sem bromodiolona, um anticoagulante perigoso e proíbido internacionalmente no controle de populações naturais. Repare que o controle que se está a fazer não tem em conta o sexo dos ratos, o "rácio" entre machos e fêmeas abatidos, colocando em causa o equilíbrio da população.
E desta população pouco sabemos, mas sabemos que nos ratos são as mães que tomam conta dos filhos. Apesar de ainda não sabermos muito, temos indícios de que na Berlenga também os pais cuidam dos filhos em cooperação com as mães. Os indícios são poucos, mas a ser verdade será o único sítio NO MUNDO onde isto acontece com o rato-preto.
O Estado português assumiu perante a União Europeia que a Berlenga era uma Reserva Natural. Contudo, permite que se ultrapasse a capacidade de carga humana, não faz vigilância consequente, não protege a Biodiversidade da Ilha. Ao invés, temos cada vez mais marítimo-turísticas a operar, à espera de fazer dinheiro. E isto é incompatível com a conservação da natureza.
Gostava de estar enganado, mas acho que alguém no ICNB e na Câmara Municipal de Peniche não conhece a história da galinha dos ovos de ouro...
Caro José Reis,
O problema não são os ratos, mas as pessoas que não deviam ocupar em excesso (supostamente apenas 23 tendas ali deveriam estar) um espaço cujas limitações são óbvias. Os ratos apenas vão ao cheiro da comida e não são cumpridas regras elementares a ter quando se ocupa um lugar natural. Se formos acampar em África, na Savana, não matamos primeiro os leões...
Já agora, uma população natural só é uma praga quando o seu crescimento populacional é superior ao naturalmente esperado, de forma a colocar em causa as outras populações naturais. Normalmente, a origem de uma praga é antrópica, como por exemplo as gaivotas. Não é o caso dos ratos da Berlenga.
Mas SE FOSSE, teria que ser controlada, não por "chatear" os humanos, mas por colocar em perigo a biodiversidade de uma Reserva Biogenética do Conselho da Europa.
Não nos podemos esquecer que estamos numa Reserva Natural, que a própria Câmara considera tão importante que a candidatou, embora sem sucesso, a Reserva da Biosfera. Conforme dizia, teria que ser controlada, mas por métodos cientificamente adequados, sem bromodiolona, um anticoagulante perigoso e proíbido internacionalmente no controle de populações naturais. Repare que o controle que se está a fazer não tem em conta o sexo dos ratos, o "rácio" entre machos e fêmeas abatidos, colocando em causa o equilíbrio da população.
E desta população pouco sabemos, mas sabemos que nos ratos são as mães que tomam conta dos filhos. Apesar de ainda não sabermos muito, temos indícios de que na Berlenga também os pais cuidam dos filhos em cooperação com as mães. Os indícios são poucos, mas a ser verdade será o único sítio NO MUNDO onde isto acontece com o rato-preto.
O Estado português assumiu perante a União Europeia que a Berlenga era uma Reserva Natural. Contudo, permite que se ultrapasse a capacidade de carga humana, não faz vigilância consequente, não protege a Biodiversidade da Ilha. Ao invés, temos cada vez mais marítimo-turísticas a operar, à espera de fazer dinheiro. E isto é incompatível com a conservação da natureza.
Gostava de estar enganado, mas acho que alguém no ICNB e na Câmara Municipal de Peniche não conhece a história da galinha dos ovos de ouro...
quarta-feira, agosto 18, 2010
Estamos a viver a crédito do Banco da Biodiversidade... Até quando?
Acho que vale a pena lermos e ponderarmos... mesmo com todas as margens de erro que cálculos deste tipo possuem, por não conhecermos tudo, uma coisa é certa: o que conhecemos, e que permite estas contas, assusta...
LER AQUI
LER AQUI
quinta-feira, agosto 12, 2010
Ainda os ratos da Berlenga
Não me conformo, como cidadão e como Biólogo, com o crime ambiental que a Câmara Municipal de Peniche está a levar a cabo nas Berlengas! A denúncia da situação tem que ser veemente e é o que tenciono fazer, quer junto das autoridades nacionais (coniventes, seguramente) quer junto das instâncias comunitárias, já que como Reserva Biogenética do Conselho da Europa, somos responsáveis perante mais de 200 milhões de pessoas pela salvaguarda da biodiversidade daquele santuário da Natureza.
E para que todos fiquem informados, saibam que o tóxico que está a ser utilizado (Bromadiolona) é proibido, a nível europeu, pela sua toxicidade, inespecificidade e capacidade de contaminação ambiental.
A utilização deste veneno viola claramente a Directiva 92/43/CEE do Conselho da Europa (Jornal Oficial nº L206 de 21 de Maio de 1992, págs 0007-0050) sobre a preservação da vida selvagem.
A vitamina K, antagonista com a bromadiolona e que é, pomposamente, referida como antídoto, tem a sua venda proibida nas farmácias portuguesas! Só nas farmácias hospitalares e em situações especiais se consegue arranjar, apesar de ser totalmente inócua para a saúde humana. As razões desta proibição são curiosas, mas não cabem aqui. O que interessa é que se alguém ingerir bromadiolona, só no hospital se poderá tratar! Nem os veterinários a podem adquirir!
Estamos pois, perante um CRIME ambiental, que urge denunciar, pois a Câmara Municipal de Peniche está deliberadamente a matar uma população relíquia de uma espécie com características únicas e que pela legislação da própria Reserva está totalmente protegida, para além das disposições internacionais sobre biodiversidade que o estado português assinou.
E para que todos fiquem informados, saibam que o tóxico que está a ser utilizado (Bromadiolona) é proibido, a nível europeu, pela sua toxicidade, inespecificidade e capacidade de contaminação ambiental.
A utilização deste veneno viola claramente a Directiva 92/43/CEE do Conselho da Europa (Jornal Oficial nº L206 de 21 de Maio de 1992, págs 0007-0050) sobre a preservação da vida selvagem.
A vitamina K, antagonista com a bromadiolona e que é, pomposamente, referida como antídoto, tem a sua venda proibida nas farmácias portuguesas! Só nas farmácias hospitalares e em situações especiais se consegue arranjar, apesar de ser totalmente inócua para a saúde humana. As razões desta proibição são curiosas, mas não cabem aqui. O que interessa é que se alguém ingerir bromadiolona, só no hospital se poderá tratar! Nem os veterinários a podem adquirir!
Estamos pois, perante um CRIME ambiental, que urge denunciar, pois a Câmara Municipal de Peniche está deliberadamente a matar uma população relíquia de uma espécie com características únicas e que pela legislação da própria Reserva está totalmente protegida, para além das disposições internacionais sobre biodiversidade que o estado português assinou.
quarta-feira, agosto 11, 2010
Abate indiscriminado de uma população relíquia de Rattus rattus
Já tenho escrito que o Homem, único ser inteligente na Terra, prima por usar os neurónios da maneira mais estúpida possível!
A Reserva Natural das Berlengas é disto um exemplo: em poucos anos, deixámos extinguir um réptil único, por não cumprimento de programas acordados com investigadores e sem que se levantasse um dedo para tentar salvar a população de Timon lepidus. Entretanto, dão-se reformas chorudas e enterra-se o dinheiro dos contribuintes em bancos.
O coberto vegetal da Berlenga, de rara sensibilidade e enorme valor conservacionista, está de tal forma debilitado devido ao excesso de gaivotas que nitrificam os solos com os seus dejectos, que é uma pálida imagem do que foi há 15 anos! Contudo, insiste-se de forma pouco inteligente em nada fazer para reduzir o número de efectivos adultos na ilha, optando-se por medidas populistas de pseudo-controle de ovos!
E agora, se isso não bastasse, dizima-se a população de Rato-preto, uma população relíquia ainda mal estudada, de enorme valor conservacionista, que não oferece qualquer perigo para a população humana e que até podia constituir uma mais-valia num eco-turismo inteligente! Assim mesmo, sem estudos nem avaliações e sem pensar nas consequências da introdução na cadeia alimentar de veneno anticoagulante, proibido pelo Anexo IV da Convenção de Berna (estamos a falar de uma população natural) e que causa uma morte lenta por hemorragias aos animais.
E já agora, desde quando é que a Câmara Municipal de Peniche se substitui ao ICNB na gestão de populações naturais?
E depois admiram-se de a Candidatura a Reserva da Biosfera ter sido reprovada...
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